segunda-feira, 6 de abril de 2015

A VOZ

O tempo sobreposto ao meu dispor
Imagem que surge em meio ao rancor
“despedaçado!”-Aquela voz uma vez falara
O dom desconhecido, a alma exposta e rara
Moldando todas as metáforas e planos
Serpenteando no ventre do tempo por anos
“aparenta ser normal.”- Aquela voz dizia
Sempre imutável, escuro à luz do dia
Obsoleto e opaco, sem retorno construtivo
Levando embora o que foi inteiro quando era vivo
Arquitetando maquiavelicamente seus mandamentos
Plantando ao luar negro seus sentimentos
“Sentir...não há!” – Repetira a voz
Que nunca erra, pontos sem nós
Suavemente distorcendo as realidades formadas
Negando as influências já há muito constatadas
“Frio, calculista” – Ecoou a voz no obscuro
Pela última vez, o claro se tornou escuro...


Nenhum comentário:

Postar um comentário