quarta-feira, 6 de maio de 2015

Abstrato

Palavras lançadas constantemente ao vento
Simplicidade abstraída do nosso momento
Motivação mútua e conjunta de nossas ações
Impossível não haver entre nós conexões
Consequentemente apontamos o irracional
Esquecemos o que antes era normal
Arquitetamos com harmonia nosso universo
Traçamos várias linhas que se conectam com o inverso
Sutilmente descobrindo nossas falsas identidades
Cuspindo com fervor palavras de mentiras e verdades
A ilusão pura e sincera foi criada e aceita por nossas mentes
A realidade se foi para nós... Pensávamos de maneiras diferentes


PERMISSÃO

Permita-me dizer ao inaudível
Palavras puras ao sensível
Canção lírica de aspecto angelical, ”sim”:
Permita-me espalhar o gosto do sal
Salgado agora amarga-se intensamente
Ritual sagrado, felicidade eminente.
O brilho no olhar ao céu direcionado
O anseio do saber ao sentir-se aprisionado
Causa válida perante tal sentimento
Preso em uma jaula de infinito tormento
Permita-me novamente indagar
Questão discreta: “Seria sorte do azar?”
Harmonia dos ritmos prazerosos
Canção bela, mas com versos rancorosos
Situação desagradável e fácil de perceber
Quando a saudade imerge, impossível esquecer...